O CPM 22 esteve nos estúdios da Costa Verde FM e Toddy de Moura bateu um papo com os caras, que falaram, entre outras coisas, sobre o lançamento do seu novo CD, "Felicidade instantânea".

Toddy de Moura - A rádio quase veio abaixo com a chegada de vocês. Já é bem tranquilo pra banda lidar com esse assédio todo, já deu pra cair a ficha, ou vocês vez por outra ainda se assustam com isso?
Japinha - É sempre uma adrenalina a mais. A gente já passou por situações assim, mas aqui, na Zona Oeste, é a primeira vez. Tava falando com o pessoal da gravadora como é legal e importante a gente estar aqui, por que aqui a gente tem uma aceitação legal.
Wally - Às vezes a gente esquece que é uma banda, daí chega numa rádio e vê a galera toda, acaba se sentindo meio pelado, assim, né.
Badauí - Sinal de que o nosso público tá aumentando, isso, claro, é muito legal
Toddy - A gente observa uma migração: a galera aos poucos foi se familiarizando novamente com o rock [depois do fenônemo do pagode e axé], você vê o Capital Inicial, o Ira, depois dos projetos acústicos sendo "descobertos" pela garotada...Depois veio Pitty, além da galera que já curte algo mais pesado, até lá de fora, tipo Linkin Park, etc. O que você acha que atrai a galera no tipo de som q o CPM faz [punk rock] ?
Badauí - Acho que é por causa do sentimento que se põe na coisa, as bandas fazendo algo verdadeiro chamam a atenção do público. Eu lembro que quando eu comecei a ouvir rock era uma identificação muito forte, quando eu ouvia cada banda que eu gostava.

Japinha - Eu acho que tem a ver com a energia da juventude,até porque o rock sempre esteve forte. Nos anos 80 com Titãs, Paralamas, Capital, depois anos 90 com Raimundos, Charlie Brown, e agora, depois de 2000 veio Pitty, viemos nós...E a juventude tá sempre antenada. Às vezes o rock nem está tão em evidência na TV aberta, por exemplo, mas os shows estão sempre cheios.

Toddy - Ponto primordial pra isso talvez seja o fato de vocês fazerem punk rock misturado, muitas vezes, com letras falando de amor e da relação do cotidiano do jovem...
Badauí - É o que não só a gente tá vivendo, como a rapaziada que ouve também, ainda junta aquela energia, aquela rapidez, a explosão do som, e se a gente consegue pôr tudo isso numa linguagem que chegue até eles, então eles sentem no coração as coisas que a gente tá falando, né.
Wally - Até porque tem pessoas que estão passando, ou já passaram, ou ainda vão passar por essas coisas, então...
Toddy - Vamos falar um pouco do primeiro single de trabalho do disco novo, "Um minuto para o fim do mundo". Que que vocês têm a dizer sobre ela?
Japinha - É um riff antigo do wally que a gente resolveu ressuscitar, daí começamos a ensaiar, a preparar com a ajuda de um amigo nosso, Rodrigo Koala, pra fazer a letra, acabou ficando bem legal...
Todo mundo gostou, a gente, o produtor, a gravadora, daí decidimos que ela ia ser a primeira porque ela mexe legal com quem escuta pela primeira vez.
Toddy - E por que do título?
Wally - A letra fala da falta que a pessoa faz, sem a pessoa a vida do cara fica sem sentido, fica como a um minuto de acabar, um minuto pro fim do mundo (do cara).

Toddy - Então tá aí, CPM 22, Um minuto para o fim do mundo, na Vibe do dial carioca.

(...)Toca "Um minuto para o fim do mundo"

Toddy - O primeiro disco pela gravadora saiu em 2001, mas a história vem de mais tempo, né.
Em 95 formou a banda, em 98 saiu o demo tape (fita que mostra o trabalho de bandas sem gravadora), depois que veio o CD independente ("A alguns km de lugar nenhum"), pra depois em 2001, chegar ao 1º CD pela gravadora ("Chegou a hora de recomeçar"). O CD independente teve uma aceitação muito grande, 4 mil cópias que se esgotaram rápido. Vocês pensam em reeditar esse CD?

Wally - Com certeza, com certeza...
Badauí - Fala a verdade (rs)

Toddy - Pô, tá te desmentindo na caroça ! (rs)

Wally - Não, com certeza, no futuro...
Japinha - Aliás, esse é um assunto que sempre divide a banda

Toddy - Mas isso porque, vocês querem mais trabalhar coisas inéditas, agora, é isso?

Japinha - É, cara, tem o lance do contrato com a gravadora, tem que cumprir prazos, lançar discos inéditos, mas é uma vontade tanto da banda quanto dos fãs de relançar o disco independente.
Wally - A gente olha hoje e pensa: "Pô, dez anos tocando, nem parece". A gente tocou muito em bares, casas pequenas, até chegar onde estamos, mas foi um caminho legal pra banda, de aprendizado, descobrir qual o som que seria mesmo, o que iríamos fazer. Foi em 99 que essa formação que a banda tem hoje se consolidou.
Japinha - E tudo isso é válido, aprender sobre estrutura, palco, convivência, relação com a gravadora, que dá um suporte legal pra gente trabalhar.
Badauí - É até bom porque a gente nunca sabe o que vai rolar no futuro, quando se tem essa bagagem, dá mais segurança.

Toddy - Vocês não se assustaram pelo CD independente ter se esgotado de forma tão rápida?

Badauí - A gente tinha uma divulgação muito grande no meio underground, inclusive por causa da demo, a gente já vinha fazendo shows...Essa demo veio em 98, e parece que a galera ficou na expectativa, esperando que a gente lançasse logo um disco.
Wally - Mas surpreendeu, de qualquer forma, porque a gente falou: "Tá, vamos gravar o disco, mas a gente não sabe no que vai dar".
Japinha - Superou as expectativas.

Toddy - Tudo isso foi bom até pra fortalecer a amizade e o entrosamento da banda, tipo, no palco, um olha pro outro, já sabe que vai descer um tom, ou vai rolar uma brincadeira...

Wally - Isso aí a gente tá sentindo muito agora, já há algum tempo tocando junto, começa a sentir esse entrosamento, só no olho um já sabe o que o outro quer fazer ali: uma paradinha, uma virada, no olho a gente tenta conversar e às vezes rola.

Toddy - E tem vez que não rola (rs)

Wally - Tem vez que não rola
Badauí - E sai tudo errado (rs)
Wally - E risada, daí é só risada
Japinha - Às vezes os neurônios não funcionam muito bem...
Wally - Às vezes "Tico & Teco" não estão trabalhando...

Toddy - Que q a gente vai ouvir agora do CD novo?

Badauí - Ah, vamos ouvir uma música que chama-se "Cidade em Chamas".

Toddy - E por que que você tava tão ouriçado aí, "vamos tocar essa, vamos tocar essa"...?

Badauí - Então agora eu vou mudar de idéia (rs)
Japinha (Zoando)- Hum, ouriçado...(rs)
Wally - Tá vendo como o cara muda de idéia fácil
Badauí - Não é, é que o CD tá muito recente ainda, tô curtindo todas.
Wally - E qual seria a outra opção?
Badauí - A música 1, "Felicidade instantânea"
Wally - Putz, as duas são legais...Qual que você quer, Japinha?
Japinha - Eu queria "Cidade em chamas", que eu tô curtindo mais ela, no momento...

Toddy - Então vamos fazer o seguinte: (rs) Pra não causar nenhum problema entre a banda, a gente toca as duas, pronto.

CPM - Aeeeeeeee...Grande Costa Verde !
(...) Tocam "Cidade em Chamas" e "Felicidade instantânea".

Toddy - Badauí, eu tô sentindo que do disco anterior pra cá você tá soltando mais a voz...

Badauí - É, uma sonoridade um pouco diferente nesse disco, a própria estrutura das músicas facilita na hora de usar o vocal mais nesse estilo, os intrumentos afinados em um tom mais baixo....

Toddy - É, de "mi" desceu pra "ré", né isso?

Badauí - É, e isso possibilita cantar às vezes mais gritado.

Toddy - Essa estilo você já tinha vontade de fazer antes, mas por algum motivo não fez ou resolveu usar só agora, no disco novo?

Badauí - É, foi acontecendo, uma evolução natural mesmo do som da banda, minha mesmo, a quantidade de shows, o entrosamento da banda, esse disco é o que eu vejo mais a cara de nós quatro mesmo. Então, é isso, a idéia dos vocais mais gritados a gente já tinha vontade de fazer, mas só nesse disco é que deu.

Toddy - Agora com disco novo começa a correria de turnê e tudo mais. Ainda dá tempo de andar de skate?

Badauí - Agora a gente tá com a agenda bem cheia, pelo fato da divulgação do disco, muitas entrevistas, diferente do ano passado, que ficou focado mais nos shows, mas sempre tem um tempinho livre durante a semana, dá pra dar um rolé, jogar bola, andar de skate.

Toddy - Bem, vamos aqui ao telefone conversar com uma fã de vocês. Alô, Cíntia, o que você quer perguntar pro CPM 22?

Cíntia - Eu queria saber como começou a banda, foi tipo "cansei de fazer um som sozinho, acho que vou correr atrás de formar uma banda"?

Toddy - Antes de vocês responderem, eu queria saber o porque do nome "Caixa Postal Mil e Vinte e Dois" (CPM 22)?

Badauí - É porque a gente não teve capacidade de inventar um melhor (rs)
Japinha - Isso vem da época dos fanzines, que a gente se correspondia com a galera, o Wally abriu uma caixa postal,
Wally - Que é esse número,
Japinha - E ela continua lá, até hoje, em Barueri (São Paulo) e coincidiu da sigla corresponder ao número da caixa postal.
Badauí - Na verdade essa sigla o Wally brincava muito com ela, isso ele até explica no DVD ("CPM 22 - O vídeo" - 2003)

Toddy - Aê, Wally, passando a batata quente pra tua mão...

Badauí - Não, mas é verdade, se bem que naquela época a gente nem se preocupou muito com isso, queria mesmo era fazer música,
Japinha - E é difícil você dar nome pra uma banda...
Badauí - mas hoje em dia é legal, uma sigla, com letras e números, talvez seja mais fácil de decorar, sei lá.
Mas falando do início da banda, eu conheci o Wally, que já vinha tocando com uns caras, eu fui ao show, final de 95...
Wally - Mas é legal lembrar dos nomes que a gente ia inventando durante as turnês tipo: "Cágados, Patos e Marrecos", "Chapolim peidou maneiro"

Toddy - Que mais, que mais (rs)?

Japinha - Carlão, Pedrão e Marinho;

Toddy - E tudo isso tá no DVD?

Wally - Tá sim, também tinha "Cocada Preta da (Tia) Maria",
Japinha - Consumo Permanente de Mulheres
Wally - Era uma brincadeira e a gente tocava na casa dos amigos, festinhas, etc.

Toddy - Mas quem teve a decisão de formar a banda foi você, né, Wally, você que chamou a galera e disse: "Vamos formar uma banda"?

Wally - É, na verdade eu conheci o Badauí em 95 e a gente já começou a trabalhar junto na banda...
Badauí - É que eu entrei tipo assim, vamos tocar a banda pra frente e tal, os caras na época estavam na mesma vibe, depois cada um seguiu seu caminho e a gente ficou aí.
Wally - O Badauí queria muito tocar, não tinha ainda formado banda, um monte de gente querendo tocar mas ainda não tinha conseguido montar uma banda...O restante da galera tocava em outras bandas, e a gente foi se encontrando na estrada, no underground, daí fechou em 99 essa formação.
Japinha - Fazia muito tempo que a gente não explicava tão bem o início da banda né (rs)

Toddy - É bom que de repente aproveita o registro pra usar aí futuramente, né, o primeiro DVD saiu em 2003, mais uns 2 anos já dá pra fazer outro DVD né?

Wally - A gente pensa em fazer o mais rápido possível, mas queremos ter um pouco da turnê nova no DVD.
Japinha - Nessa turnê a gente vai colher material...

Toddy - Vocês pensam em gravar alguma cover num disco de vocês, ou um disco só de cover? Tô perguntando isso porque eu tenho um material de vocês, tipo, "Meu erro" (dos Paralamas), "Boys don´t cry" (The Cure)"...Vocês curtem cover, tem projetos nesse sentido...?

Badauí - Isso é uma coisa que a gente nunca chegou a conversar seriamente dentro da banda, mas é uma idéia que eu tenho em particular, mas assim que todo mundo tiver mais íntimo do projeto a gente vai realizar sim.
Wally - É legal fazer versões das músicas que a gente gosta, mas assim, sem tocar igualzinho, aí não, a gente quer tocar do jeito da banda

Toddy - É, "Meu erro" ficou bem diferente...

Wally - É isso que a gente gosta de fazer, mexer na música, sem "assassinar"...Tocamos um cover do Nirvana que o Kurt Cobain (ex-vocalista do Nirvana) deve estar se revirando (no túmulo).
Japinha - É, sempre que a gente manda "Nirvana" vai bem...
A gente faz cover de várias bandas, desde Nirvana, The Cure, Ramones, Paralamas...

Toddy - Tem também Smashing Pumpkins, que vocês se amarram...

Wally - É, também, muito,
Japinha - Até Legião a gente pretende tocar aí mais pra frente.
Badauí - A gente curte muitas bandas de rock e punk rock, mas aí se a gente for fazer um disco só disso, vai ficar muito parecido com o nosso disco, a gente queria algo bem inusitado, tipo Raimundos regravando Fábio Jr, ficou bem legal...Como era o nome dela?

Toddy - 20 e poucos anos

Wally - A gente foi convidado agora pra fazer um evento da Rede Globo, não sei a data de cabeça, um tributo ao Legião urbana, fomos a única banda de rock convidada, e vamos fazer "Que país é esse". Vamos ver no ensaio que vem como ela vai ficar, até agora só demos uma passada...
Badauí - Tá acelerada, viu...(rs)
Wally - Bom, é uma banda que influenciou todo mundo.
Japinha - Pô, especialmente em termos de letra, Renato Russo escrevia pra caramba...

Toddy - Vamos ouvir alguma coisa da antiga aqui?

Badauí - Posso escolher?
Wally - Não, antes deixa eu falar uma coisa aqui, o Badauí tem essa fixação por cover desde que ele ouviu aquele disco do Barão Vermelho, que faz versões de outras bandas
Badauí - Não é cara, é que eu acho um projeto corajoso...
Wally - Ah vai, fala a verdade (rs)
Badauí - Não, é sério, é legal você trabalhar em cima de músicas que já tem identificação com a galera

Toddy - É legal você pensar porque o cara montou o arranjo daquele jeito, o que ele tava sentindo, o que ele tava querendo passar...é pegar a essência da música e fazer tudo novamente...

Badauí - É, mas mantendo a essência né...Às vezes você pega uma música que é mais pop, mas tem uma p*** melodia, acelera isso e bota um peso, fica matador meu...
Wally - Só vai ser difícil ficar sem gravar alguma coisa do Barão, né, tá entre as prediletas do Badauí
Badauí - Num disco de cover, várias seriam dos anos 80

Toddy - Titãs, Paralamas, Capital...

Badauí - Titãs eu queria gravar uma...
Wally - Homenagenar as bandas brasileiras, até do escuro mesmo, ou pegar o punk rock lá da antiga... Algumas bandas tipo "Uns e outros", Plebe Rude, coisas que a molecada talvez não conheça.

Toddy - É tipo o fenômeno do Ira! que fez o Acústico e a galera pôde conhecer o trabalho deles, a mesma coisa com o Capital Inicial

Japinha - Pelo menos por enquanto a gente vai continuar lançando coisa inédita
Wally - a gente nem tem conversado sobre os planos pra banda (sem ser a turnê do disco novo)
Japinha - Também talvez fazer Ao vivo, acústico...

Toddy - Vocês estavam falando de Rede Globo, teve o lance do filme da Angélica ("Um show de verão"), em que vocês imaginavam que ia ter só uma música, depois no meio do filme tinha mais CPM 22, como foi?

Japinha - Pô, foi a maior loucura
Badauí - Legal, né, a gente queria ver como ia ficar nosso som no Cinema, fora todo o projeto pra entrar no filme...

Toddy - E como é ouvir punk rock no cinema?

Japinha - Mó sonzão legal
Wally - Pô, foi irado
Badauí - Muito bom
Japinha - Ainda mais num cinema com sonorização legal, ficou grande, deu proporção, e é como você falou, a gente esperava uma música, foram duas, valeu a pena vir pro Rio, aturar aquele calor, filmar umas trezentas vezes a mesma música, mas o resultado ficou maneiro

Toddy - Então, vamos ouvir o que agora?

Wally - Tarde de Outubro
(...) Toca "Tarde de Outubro" e "Ontem"

Toddy - Ouvimos "Ontem", que foi a primeira, segunda, terceira....terceiro single do disco, né, ou quarto?

Japinha - É isso aí
Wally - Quarto, porque o primeiro foi "Desconfio", "Dias atrás", "Não sei viver sem ter você", depois "Ontem".

Toddy - Bem, eu tenho aqui aquelas perguntinhas polêmicas...

Badauí - Pode mandar, que hoje eu tô a fim...
Wally (Zoando): "Badauí, é verdade que você é homossexual?" (rs) "Japinha, você se envolveu com aquelas garotas"...
Japinha - Não conta, não conta...

Toddy - O que houve no lance do Portoga, o cara saiu por que quis ou o que rolou?

Badauí - Houve um monte de coisas, não tem uma frase pra resumir, acho que acontece com todas as bandas, lance que envolve convivência, gosto profissional, mas não rolou briga...
É um negócio ruim de se passar, mas ele já sabia, só estávamos esperando um momento pra poder selar essa decisão e ele chegou com o lançamento do novo CD, tem coisas que são inevitáveis...

Toddy - Mas vocêm já tinham nomes pra entrar?

Badauí - Claro, a gente pensou alguns nomes, algumas possibilidades, já tinha até decidido antes dele sair que o Luciano ia gravar os baixos
Wally - A gente emendou a primeira turnê na segunda, todo esse tempo pensando, fazer repertório novo, foi tudo muito rápido, ele não tava participando, não tava se envolvendo,
a gente viu que era a hora, já tava tudo conversado abertamente, mas ele tá bem, é capacitado pra conseguir o que ele trilhar agora

Toddy - Pô, e o lance do Chorão (Vocalista do Charlie Brown Jr, que teve um atrito com o banda)?

Wally - Pô, o Chorão é um p*** cara legal,
Badauí - O Chorão é um cara legal pra caramba...
Wally - O que aconteceu foi um mal entendido que acabou virando uma bola de neve, o que saiu foi meio diferente...

Toddy - Vocês acham que a mídia acabou meio que deturpando?

Badauí - Acho que sim, meu, em vez deles se centrarem no trabalho da gente, a turnê do "Chegou a hora" (de recomeçar - 1º CD pela gravadora), e até no trabalho dos caras, os caras são fortes, e a gente se fortalecendo cada vez mais...

Toddy - O sensacionalismo às vezes passa por cima do trabalho...

Japinha - Teve uma revista que publicou uma coisa que não era pra pôr, foi uma brincadeira em off (fora da entrevista oficial), foi combinado que era só uma brincadeira, que não seria publicado, mas os caras publicaram, e o Chorão com certeza deve ter ficado chateado... E o cara da revista ficou espetando, insistindo, até que a gente brincou, daí já era.
Badauí - E mal entendido acontece todos os dias, em qualquer meio, às vezes na própria família.
Japinha - Meio que já zerou a treta...
Badauí - Lance às vezes de você parar 5 minutos com a pessoa e esclarecer. A gente nunca falou mal nem do Charlie nem do Chorão, foi apenas um mal entendido que foi superado, foram dois anos nessa história nebulosa que já levou um ponto final.

Toddy - Tem espaço pra todo mundo

Badauí - Vamos nos preocupar cada qual com o seu negócio, parar com isso de ficar falando mal dos outros...

Toddy - E o que a gente vai escolher pra fechar, do disco novo?

Badauí - Vamos rolar a música que o Japinha fez, ele merece: "Irreversível"

Toddy - Chegamos então ao finalzinho da entrevista, eu agradeço a vocês por terem vindo aqui, e desejo sucesso a vocês nessa turnê e voltem quando quiser...

Badauí - Valeu, brigado à Costa Verde, a você, e um abraço a toda galera que curte nosso som

Toddy - Então vamos ouvir CPM 22, "Irreversível".